Brincando a gente (se) aprende

Estranhou o título deste texto? Às vezes parece que nosso cérebro quer completar a frase…às vezes ele completa mesmo!

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Este é só um exemplo –dentre tantos- de automatismos que desenvolvemos para facilitar nossa vida. É como se nossas ações fossem formadas da mesma forma que os sons num disco de vinil, com uma agulha captora percorrendo sempre os mesmos microssulcos.

 

Se por um lado os automatismos nos ajudam a economizar espaço neste HD que é nosso cérebro, nos poupando esforço de processamento, por outro lado acabam se tornando perigosamente confortáveis.

 

Taí, nossos automatismos estão no centro daquilo a que chamamos “zona de conforto”, aquele lugar tranquilo, conhecido, livre de stress (será?) onde nada parece nos desafiar e, assim, não aprendemos nada de novo.

 

Se quisermos continuar nossa jornada de aprendizagem e desenvolvimento, sabemos que a “zona de conforto” é um lugar a ser evitado.

 

Mas como reconhecer os “microssulcos” que nos limitam, restringem nossa criatividade e nos “condenam” a viver sempre do mesmo jeito, obtendo sempre as mesmas respostas como “discos quebrados”, presos num “looping infinito”, sem chance de tocar outra música?

 

Bom, se a gente não tem a sorte do Bill Murray no filme “O feitiço do tempo” (#ficaadica) e não pode reviver as situações de forma a mudar seu fim, podemos sempre tentar um novo começo.

 

Cada um deve buscar encontrar sua forma de fazer isto. A minha foi tentar “desligar” o lado racional e sem graça que não tira férias e não ri à toa. Ainda que apenas por um final de semana.

 

Foi assim que fui fazer um workshop de “Autonticidade”[1]. Isto mesmo. Você leu direito. “Autonticidade”, este neologismo necessário que nasceu do auspicioso encontro de “autenticidade” com “tonto”. Baseado em técnicas de clown e do improviso, brincamos por quase 20 horas. Um jeito bem mais divertido de se (re) conhecer, desligar a razão (esta “dominatrix” que não deixa a criatividade participar mais intensamente de nossa rotina) e ligar as emoções e os sentimentos.

 

Ligada às emoções e sentimentos, (re) conhecendo o impacto delas na maneira como conduzo minha jornada, posso dizer que ainda estou apenas começando na arte de ser “autôntica”. E recomendo esta experiência a todos os que já perceberam o papel fundamental da vulnerabilidade[2] para que possamos viver a vida de forma mais plena.

“Tanto riso, oh quanta alegria

Mais de mil palhaços no salão”

[1] O workshop de “Autonticidade” foi brilhantemente conduzido pelas 2 sócias do Pop, Palhaços a Serviço das Pessoas.

[2] Para saber mais sobre este conceito, assista Brene Brown na palestra que deu no TED 

 

Dica Get Up Now!

Primeiro passo: Identifique o que está te impedindo de brincar e rir alto!

Segundo passo: Uma vez que identificar a fonte, investigue formas de conter seus tentáculos.

Terceiro passo: Busque se divertir! Bom humor contagia…inclusive a você mesmo;

Educadora, coach, mentora, facilitadora em programas de desenvolvimento e dinda coruja nas horas vagas. Dedicada a apoiar profissionais a alcançarem seu potencial por meio da aprendizagem e do desenvolvimento. Um dia bom? Aquele em que uma pessoa vai mais longe com meu apoio!

Comente

  • Fabio Lessa

    Muito bom! Acredito que o maior desafio é determinar quando acontecem esses automatismos. Muitos se destacam quando geram atos falhos, mas tantos outros permanecem desapercebidos impedindo que aproveitemos nosso potêncial ao máximo, seja um potêncial produtivo ou de vida. Nesse cenário de descoberta a ajuda de um amigo que lhe observe de perto pode fazer toda a diferença.

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